Sete deputados federais mudam de partido na janela partidária de olho na disputa João x Raquel

PSD foi o maior beneficiado, saindo de zero para três parlamentares federais em Pernambuco; movimentações redesenham blocos de apoio para 2026

O encerramento da janela partidária de 2026 oficializou a troca de legenda de sete dos 25 deputados federais de Pernambuco. As movimentações reconfiguram o mapa político do estado e definem os blocos de apoio para o embate entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Na janela partidária, o PSD obteve o maior crescimento quantitativo ao consolidar uma bancada de três parlamentares federais, quando em 2022 não elegeu nenhum. A sigla garantiu o primeiro deputado federal no estado com a entrada de Fernando Monteiro, que se filiou fora do prazo da janela partidária ainda em 2025. Com a abertura do prazo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido recebeu as adesões de Guilherme Uchoa (ex-PSB) e Túlio Gadelha (ex-Rede).

A base governista também recebeu dois nomes oriundos do PL: a chegada do Pastor Eurico ao PSDB, partido que integra o arco de alianças de Raquel Lyra, e de Fernando Rodolfo ao PRD. Rodolfo deve comandar a federação da sigla com o Solidariedade e apoiar a gestão estadual após a saída de Marília Arraes da legenda. A estratégia dessas mobilizações seria ampliar o projeto de reeleição de Raquel Lyra.

REORGANIZAÇÃO DAS BASES

No campo de João Campos, o PSB filiou a deputada Maria Arraes, que deixou o Solidariedade, e viu grupos aliados como o MDB filiar o deputado Luciano Bivar. Bivar saiu do União Brasil e negocia para ser primeiro suplente de Humberto Costa na chapa de João. A movimentação ocorreu após a vitória jurídica de Raul Henry pelo comando do MDB pernambucano, o que aproxima o partido da Frente Popular.

Com a saída de Guilherme Uchoa, que migrou para o lado da governadora citando divergências locais, o PSB manteve a mesma quantidade de parlamentares.

As perdas mais acentuadas ocorreram no União Brasil. Mendonça Filho deixou o partido após 40 anos de atuação no grupo para ingressar no PL. O principal motivo para a mudança do ex-governador teria sido a instabilidade da federação entre o União e o PP. Já Luciano Bivar saiu da sigla para o MDB.

Dezoito deputados mantiveram as atuais filiações.